O Código da Vinci

Os homens fazem muito mais para evitar o que temem do que para obter o que desejam.

O filme O Código da Vinci foi lançado em 2006 e é baseado no best-seller que leva o mesmo nome, escrito pelo norte-americano Dan Brown.

Após o assassinato do curador do Museu do Louvre, o simbologista e professor universitário Robert Langdon (Tom Hanks) é chamado para resolver o caso, pois vários símbolos foram deixadas. A criptógrafa da polícia, Sophie Neveu (Audrey Tautou), também é convocada para o caso. Juntos, eles descobrem uma série de pistas nas obras de Leonardo da Vinci, revelando segredos que prometem chocar o mundo.

As cenas passadas no Museu do Louvre foram realmente gravadas no local com autorização do Ministério da Cultura francês, algo relativamente raro de acontecer. Depois do sucesso de O Código da Vinci, foi lançado também o longa Anjos e Demônios e já está em gravação Inferno, filmes que contam com Langdon como protagonista, em diferentes casos.

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Poesia: Solidão

Ela chegou num dia nevoento
Talvez trazida pelo próprio vento
só, trêmula de frio…
Abri-lhe a porta, dei-lhe meu abrigo,
como se faz a um verdadeiro amigo
e, em meu sofá dormiu.

No dia seguinte logo de manhã,
pedi, na condição de anfitriã:
seu nome e de onde vinha…
– Eu sou a solidão, foi a resposta,
não tenho onde morar, ninguém me gosta
e ando sempre sozinha.

Com a escusa de não ter onde morar,
aos poucos tomou conta do meu lar,
e nele foi ficando…
Companheira cruel das minhas noites,
parece um vendaval com seus açoites,
sempre me torturando.

Ela chegou num dia nevoento,
Talvez trazida pelo próprio vento,
ou por um furacão…
Á sua “sozinhez” ninguém resiste,
só quem a hospeda sabe como é triste
a tal de solidão!!!


Antonio Valentim Rufatto nasceu e 14 de março de 1931 em Itapuí (SP). É bancário aposentado.

Crônica: Você Gosta de Amora ?

Saulo Soares Monteiro de Carvalho

Vou contar ao seu pai que você namora? Não, não contarei. Eu prometo. Enfim, somos cúmplices confidentes!

Com o passar dos anos e o preço da maça argentina, a amora, definitivamente, é o fruto proibido, pecaminoso. Ainda que de um pecado mais parecido com o perdão.

Aqui em casa tem uma amoreira no quintal. Amoreira de frutas pequenas e doces, tais como as lembranças da minha infância. Nos meus tempos de menino era frondosa e gratuita como uma mãe! Dava balanço, destemor das alturas e passarinhos.

Estamos no princípio da primavera, um domingo, e eu acho que vai chover. O som da chuva escorre pelas alhas da Matriz. é de embalar qualquer um! Minha amoreira está envelhecida, coberta de erva de passarinho mas, mesma assim, o chão ao seu redor está ruborizado. O chão do chão, o chão da casa, o chão do meu peito.

Os moleques não roubam mais amoras, não pedem, não sobem, nem descem. Aquele segredinho risonho que liga a amora ao amor, ao namoro, não enchem os olhos dos garotos de hoje, não macha suas roupas nem suja os seus dentes com o doce batom.

Seria amora o feminino do amor? Não sei. Agora chove e o som da chuva mai me parece uma caixinha de música, daquelas com bailarinas de rotação e translação. Minha amoreira, minha bailarina de purpurina vermelha, de sapatilhas encravadas na terra, de movimentos suaves á brisa e condizentes com meus olhos!

Tu gosta de mim e dos meus frutos, amoreira da minha vida? Então, façamos um trato: não contes ao meu pai que eu namoro, que eu não conto ao teu que fazes poesia!


Saulo Soares Monteiro de Carvalho é bancário, nasceu em 24 de abril de 1968 em Piraí (RJ), cidade onde vive.

Poesia: Melhor do que Eu

de Leandro Wirz

Comprei menino a ilusão
dos velhos:
o mundo se resolveria no direito romano.
Mas aprendi que é nas arenas, não nos tribunais.
Desprezo os medíocres santos,
a história é escrita com o talento admirável
dos crápulas.
Sou o pior,
sou único
e ninguém pode ser o que sou
melhor do que eu.
Reúno os cacos do que sou
e me imponho à força.
Transformo talheres em armas brancas,
gravetos em barcos,
trapos em velas.
Quem há de me deter?
Senhor, me alcance se puder!
Nunca envelhecerei
para sentir remorsos.
Jamais serei uma piada
no humor negro de Deus.


Leandro Wirz nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 24 de agosto de 1968. É bancário e publicitário.