Poesia que Transforma – Bráulio Bessa

Bráulio Bessa ficou conhecido ao encantar a todos com seus cordéis no programa de televisão Encontro com Fátima Bernardes. Ele se autodenomina “um fazedor de poesia”, é poeta e ativista cultural. Também mantém um canal no YouTube; com apenas 12 vídeos, tem quase 400 mil inscritos em seu canal e mais de 250 milhões de visualizações em seus vídeos.

O livro traz mais de 30 poemas emocionantes, entre inéditos e conhecidos, incluindo o poema Recomece. As ilustrações são do artista baiano Elano Passos. Bessa relembra suas histórias de menino no interior do Ceará, na cidade de Alto Santo, mostrando como a poesia transformou sua vida, desde o primeiro contato com a obra do poeta popular Patativa do Assaré, quando tinha 14 anos, até a fama na televisão.

Com certeza, vale a leitura! Assim como a de seu primeiro livro: Poesia com Rapadura.

“O Bráulio mexe com nossas memórias, nossos sentimentos, faz aflorar o melhor da gente. É poesia que sai do coração. Que alegria tê-lo toda semana no meu programa!” – Fátima Bernardes

“Cada palavra que sai da boca do Bráulio Bessa toca minha alma de uma forma raríssima.” – Milton Nascimento

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Toda Poesia

Paulo Leminski é um autor brasileiro muito consagrado, conhecido por sua capacidade de falar sobre diversos temas, como o amor, a morte, o sofrimento, o cotidiano. E a obra “Toda Poesia” é uma coletânea de vários poemas publicados pelo autor em seus livros “Quarenta Clics em Curitiba” (1976), “Caprichos & Relaxos” (1983), “Distraídos Venceremos” (1987) – última obra poética publicada em vida –,“La Vie en Close” (1991), “O Ex-Estranho” (1996), “Winterverno” (2001) e “Poemas Esparsos”, sendo os três últimos publicados após a sua morte.

Os textos são curtos, mas carregados de significância e profundidade. A edição do livro é muito bem feita, cada poema recebe uma tipografia diferente e a obra é feita para ser apreciada. Cada poema merece uma dedicação especial. Os amantes de poesia não podem deixar de ler esta grande obra de arte.

Outros Jeitos de Usar a Boca

Muito tem se falado sobre o livro “Outros Jeitos de Usar a Boca”, da poetisa Rupi Kaur, que também assina as ilustrações. Primeiro lugar na lista dos livros mais vendidos do The New York Times, a obra tem se consolidado como um grande sucesso entre pessoas de diversas idade.

O livro traz diversas poesias divididas em quatro partes: a dor, o amor, a ruptura e a cura, utilizando de linguagem simples, leve e delicada, voltada para o público feminino. É intenso e com certeza marcante, que com poucas palavras, aquece o coração e faz refletir.

Inicialmente, a obra foi publicada de forma independente pela autora, que também é artista plástica performancer com apenas 25 anos. Rupi nasceu na índia, mas atualmente vive no Canadá.

Coral Vozes do Mar

Vozes que ecoam bem perto do mar
O mar o silencioso parece ouvir este doce cantar
A lua no céu parece sorrir, por este som gosto no ar.

O mar suavemente traz espumas tão brancas…
Que espalha nas areias deste belo lugar.
As estrelas piscando parecendo aplaudir
Essas vozes no ar!!!

O mar continua trazendo as espumas e beijando as areias
Como querendo aplaudir “O Coral Vozes do Mar”.
E ao clube Satélite por este projeto?!
São as vozes ao som do mar!!!

Que ao serem ouvidas parecem anjos saldando…
A magia deste belo lugar
Deste belo lugar que é Itanhaém.

Não sabemos ainda a ser escolhido
Mas seja o qual for que seja vem vindo.
Que ecoem as vozes docemente no ar!!!

Poesia ou letras – Rosa do Cairo
19 de fevereiro de 2017

Poesia Ser Feliz

Hoje no blog divulgaremos a poesia do associado Gil Alexandre Borges Neto, que posteriormente foi transformada em uma belíssima música pelo também associado e Vice-Presidente José Soares, após encontro no Show de Talentos, na Semana dos Aposentados, ocorrida em Itanhaém.

Confira:

Ser feliz
(Gil Alexandre Borges Neto e música de José Soares)
Ser feliz é padecer
Mas na dor se inspirar
É sonhar para viver
Ou viver para sonhar.

Ser feliz é ver florido
O mais árido deserto
E ficar horas perdido
A sonhar olhos abertos

Ser feliz é ver a Lua
Lá no alto prateada
E andar só pela rua
Vendo ao lado sua amada.

Ser feliz é ver sozinho
A mais fria madrugada
E ouvir dos passarinhos
Calorosa alvorada.

Ser feliz é ver o dia
Muito triste, abandonado
E sentir muita alegria
Recordando o passado.
Ser feliz é ver a tarde
Quando o Sol já vai se por
E chorar, sem ser covarde
Ou sorrir sentindo dor.

Ser feliz é ter lembranças
De alegrias, desenganos
E viver, ter esperanças
Horas, dias, meses, anos…

Foi vivendo os meus dias
Que a vida me moldou.
Ver em tudo poesia
E a ser o que hoje sou.

Obrigado meu Senhor
Pelos momentos que tive
Pois só mesmo com AMOR
É que a gente sente e vive.

Estou pleno de ventura
Aprendi já perdoar
Vivo em paz sem amargura
Sem rancor, só sei AMAR.

Jacob

Antonio Valentim Ruffato

Há sete anos que Jacob servia,
sem soldo e sem contrato no papel,
com vistas à mulher que o atraía
e a quem servira como um cão fiel.

Labão, o pai da moça, certo dia,
numa atitude sórdida e cruel,
resolve conceder-lhe a mão de Lia,
em substituição à de Raquel.

Resolve então Jacob rever seus planos,
servir a seu patrão mais sete anos,
na dura lida, por longa jornada…

Mesmo sem paga, mas que no futuro,
por recompensa ao seu trabalho duro,
mais a mão de Raquel lhe seja dada.

Osório

José Mauro Progiante

Sem bandeira na farda-farrapo

Nem na alma em pedaços de sina,

Vai Osório, o louco, o homem-trapo,

Enfrentando os moleques da esquina.

Sem parada, na rua Brasil,

desfila aplaudidas risadas

E gemidos de fera, ser-vil,

Pelos cantos frios das madrugadas.

Só sorri na praça da igreja

Quando, a sós com a natureza,

Ouve o canto rouco dos boêmios

E enquanto dura a trégua do luar,

De mãos nos bolsos põe-se a sonhar,

Ao tilintar dos esmolados prêmios.