Outros Jeitos de Usar a Boca

Muito tem se falado sobre o livro “Outros Jeitos de Usar a Boca”, da poetisa Rupi Kaur, que também assina as ilustrações. Primeiro lugar na lista dos livros mais vendidos do The New York Times, a obra tem se consolidado como um grande sucesso entre pessoas de diversas idade.

O livro traz diversas poesias divididas em quatro partes: a dor, o amor, a ruptura e a cura, utilizando de linguagem simples, leve e delicada, voltada para o público feminino. É intenso e com certeza marcante, que com poucas palavras, aquece o coração e faz refletir.

Inicialmente, a obra foi publicada de forma independente pela autora, que também é artista plástica performancer com apenas 25 anos. Rupi nasceu na índia, mas atualmente vive no Canadá.

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Coral Vozes do Mar

Vozes que ecoam bem perto do mar
O mar o silencioso parece ouvir este doce cantar
A lua no céu parece sorrir, por este som gosto no ar.

O mar suavemente traz espumas tão brancas…
Que espalha nas areias deste belo lugar.
As estrelas piscando parecendo aplaudir
Essas vozes no ar!!!

O mar continua trazendo as espumas e beijando as areias
Como querendo aplaudir “O Coral Vozes do Mar”.
E ao clube Satélite por este projeto?!
São as vozes ao som do mar!!!

Que ao serem ouvidas parecem anjos saldando…
A magia deste belo lugar
Deste belo lugar que é Itanhaém.

Não sabemos ainda a ser escolhido
Mas seja o qual for que seja vem vindo.
Que ecoem as vozes docemente no ar!!!

Poesia ou letras – Rosa do Cairo
19 de fevereiro de 2017

Poesia Ser Feliz

Hoje no blog divulgaremos a poesia do associado Gil Alexandre Borges Neto, que posteriormente foi transformada em uma belíssima música pelo também associado e Vice-Presidente José Soares, após encontro no Show de Talentos, na Semana dos Aposentados, ocorrida em Itanhaém.

Confira:

Ser feliz
(Gil Alexandre Borges Neto e música de José Soares)
Ser feliz é padecer
Mas na dor se inspirar
É sonhar para viver
Ou viver para sonhar.

Ser feliz é ver florido
O mais árido deserto
E ficar horas perdido
A sonhar olhos abertos

Ser feliz é ver a Lua
Lá no alto prateada
E andar só pela rua
Vendo ao lado sua amada.

Ser feliz é ver sozinho
A mais fria madrugada
E ouvir dos passarinhos
Calorosa alvorada.

Ser feliz é ver o dia
Muito triste, abandonado
E sentir muita alegria
Recordando o passado.
Ser feliz é ver a tarde
Quando o Sol já vai se por
E chorar, sem ser covarde
Ou sorrir sentindo dor.

Ser feliz é ter lembranças
De alegrias, desenganos
E viver, ter esperanças
Horas, dias, meses, anos…

Foi vivendo os meus dias
Que a vida me moldou.
Ver em tudo poesia
E a ser o que hoje sou.

Obrigado meu Senhor
Pelos momentos que tive
Pois só mesmo com AMOR
É que a gente sente e vive.

Estou pleno de ventura
Aprendi já perdoar
Vivo em paz sem amargura
Sem rancor, só sei AMAR.

Jacob

Antonio Valentim Ruffato

Há sete anos que Jacob servia,
sem soldo e sem contrato no papel,
com vistas à mulher que o atraía
e a quem servira como um cão fiel.

Labão, o pai da moça, certo dia,
numa atitude sórdida e cruel,
resolve conceder-lhe a mão de Lia,
em substituição à de Raquel.

Resolve então Jacob rever seus planos,
servir a seu patrão mais sete anos,
na dura lida, por longa jornada…

Mesmo sem paga, mas que no futuro,
por recompensa ao seu trabalho duro,
mais a mão de Raquel lhe seja dada.

Osório

José Mauro Progiante

Sem bandeira na farda-farrapo

Nem na alma em pedaços de sina,

Vai Osório, o louco, o homem-trapo,

Enfrentando os moleques da esquina.

Sem parada, na rua Brasil,

desfila aplaudidas risadas

E gemidos de fera, ser-vil,

Pelos cantos frios das madrugadas.

Só sorri na praça da igreja

Quando, a sós com a natureza,

Ouve o canto rouco dos boêmios

E enquanto dura a trégua do luar,

De mãos nos bolsos põe-se a sonhar,

Ao tilintar dos esmolados prêmios.

A Ampulheta

Denise dos Santos

Parece que o tempo aí não passa.

É uma cena de paz.

Como olhar a neve pela vidraça.

Sem tic-tac, sem ponteiros, só areia

caindo mansamente.

Lembra-me o homem que semeia.

O tempo não tem volta.

Revolta tê-lo perdido.

Pior ainda: não o ter percebido.

Na ampulheta, eis o sonho realizado

da volta ao tempo, retrocesso,

ao virá-la do outro lado

dando à mesma areia acesso.

Gilberto Alves Braga

A paixão pela escrita 151e pela leitura sempre estiveram presentes na vida do associado Gilberto Alves Braga. O associado escreve poesias e contos desde 1974. Após sua aposentadoria, resolveu juntar todas as obras e produzir o livro “Na falta…uma gota”.

Sua inspiração veio de sua vivência, do cotidiano, da natureza, dos amores e desamores, da família e dos amigos. Por gostar de viajar, Gilberto começou a transformar suas experiências em textos. Para ele, essa é uma maneira de fugir do estresse da rotina. “É a forma que eu encontrei de trazer sentimentos como carinho, amor, paz e, principalmente, justiça para o cotidiano das pessoas”, relatou.

O livro sempre foi um sonho para o associado e quando a obra chegou em sua casa, trouxe também o sentimento de realização e felicidade. “É muito gratificante, porque você vai criando aos poucos ao longo da vida e ver o produto final é muito bom”, contou.

Gilberto é associado desde 1985 e gosta de frequentar todas as unidades do Satélite. Quando seus filhos eram pequenos, todas as férias da família eram passadas na unidade de Itanhaém. Agora que está aposentado, gosta de frequentar com a esposa a unidade de Campos do Jordão e a unidade do Pantanal, onde pode praticar a pesca.