Fotografia Publicitária Brasileira

Até o dia 02 de abril o público poderá conferir a exposição Fotografia Publicitária Brasileira na Casa da Imagem de São Paulo. O evento, que possui curadoria de Rubens Fernandes Junior, reúne mais de 60 obras produzidas desde o ano de 1950 até o ano de 2016. Além de conhecer e desfrutar da história da publicidade no país, os participantes poderão ver as principais obras publicitárias que marcaram a cultura brasileira.

As agências brasileiras estão entre as melhores do mundo e a fotografia publicitária é parte dessa complexa engrenagem mercadológica que seduz o consumidor pela criatividade e singularidade da imagem.

Importantes nomes do ramo estão representados na exposição, como German Lorca, Henrique Becherini, Hans Gunter Flieg, Chico Albuquerque, Otto Stupakoff, Sergio Jorge e Thomaz Scheier, ao lado de Cristiano Mascaro, Bob Wolfenson, Marcio Scavone, Orlando Azevedo, Klaus Mitteldorf, Daniel Klajmic, Marcos Magaldi, Luis Crispino, Meca, Tony Genérico, Du Ribeiro e dezenas de outros profissionais que fizeram campanhas de carros, bebidas, calças jeans e cigarros.

Para os interessados, vale a pena conferir!

O que? Exposição Fotografia Publicitária Brasileira

Quando? Até 02 de abril

Onde? Casa da Imagem 

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Clic!

Romildo Gouveia Pinto

Clic: a menina loura, cabelo escorrido, dentinhos tortos, narizinho arrebitado. Um bom flagrante este, ela espantada com o barulho do mar – ou com o branco da espuma? O slide ficaria perfeito, naturalmente. O mais era voltar à praia no próximo domingo e torcer para que os pais da menina estivessem de volta. Um slide a mais, vendido, um dinheiro a mais para garantir o leite de sua menina, tão linda e tão terna quanto os olhos azuis daquela outra, a da praia.

Anos de profissão ensinaram-lhe muitas coisas: a reconhecer as famílias que nunca deixaram de comprar suas fotografias; a fixar a fisionomia das pessoas. No início, atarantava-se e quantas fotos não foram para no lixo: não sabia quem entregar. Bastava que a criança não estivesse na praia não sabia identificar seus pais ou acompanhantes. Hoje, isso não ocorria mais: gravava seus rostos com a mesma precisão com que a Olympus grava os slides

A bola vermelha faria um belo efeito ao combinar com o calçãozinho azul daquele menino de cinco anos que agora na mira. A alegria, agora, seria a alegria que estamparia em seu slide. Da menina fora o susto, o espanto. Do menino, a cara de inocente alegria segurando a bola entre as mãos.

Primeiro alguém ensinou, talvez brincando, o que um segundo depois virou certeza, transformou-se em alarme: um homem estava fotografando crianças na praia, deveria ser um sequestrador. O primeiro a empurrá-lo foi o pai do menino, um jobem de trinta anos que jogava futebol. A que gritou deveria ser a mão da criança, pois segurava-a, apavorada. Atraídos pelos gritos ou pela cega solidariedade, dezenas de pessoas começaram a se aproximar, enquanto o vendedor de picolés já não apregoava refrescos.

– Tem um sequestrador na praia!

Não adiantou correr, no desespero, isso atiçou o ódio, passou atestado de culpo. Seus pés também espantados, escondiam-se na areia quente, enquanto seus braços – embora transformados em des – eram poucos para evitar os golpes. Outros pais já o esmurravam, sua máquina já não lhe pertencia.

E logo dois cassetetes dos policiais da ronda se uniam, com a mesma fúria, aos pais ameaçados pelo terrível sequestrador da praia de Boa Viagem, que, muito justamente, foi linchado pelos bancários, comerciantes, dentistas, advogados, médicos, sorveteiros, atletas, desocupados, policiais e aflitas e desesperadas mães que – também muito justamente – estavam na praia buscando esquecer suas monótonas tarefas do cotidiano.

Enquanto perto dali, num barraco em Brasília Teimosa, uma pérola negra de branco sorriso, livre dos terríveis sequestradores de praia, esperava a volta de seu pai, fotógrafo da areia, com uma caixinha de sorvete, presenta dominical. Lá em Boa Viagem o fotógrafo do Diário de Pernambuco, a muito custo – abrindo caminho em meio à pequena multidão -, conseguiu chegar perto do negro cadáver do “Monstro de Boa Viagem” para cumprir sua tarefa: clic.

Exposição 50 grandes fotografias da National Geographic

Até o dia 9 de agosto, os paulistas poderão apreciar as 50 Grandes Fotografias da National Geographic, uma exposição fotográfica em comemoração aos 125 anos da revista. A mostra já encantou o público de diversos países por onde passou e agora chega ao shopping Morumbi, região sul da cidade de São Paulo.

A atração trata de diversos temas que incentivam o público a cuidar do meio ambiente. Possui fotos mundialmente famosas, como a menina afegã, de Steve McCurry, conhecida por sua beleza e seus olhos penetrantes. A obra mais antiga tem data de 1965, uma fotografia da vista panorâmica de milhares de peregrinos muçulmanos na igreja sagrada de Meca durante o Ramadã.

Já a fotografia mais recente foi clicada por Michael Nichols, que para fotografar uma sequoia gigante, de aproximadamente 100 metros e 1.500 anos, construiu um sistema de escalada. Para compor a fotografia, foram necessárias 84 imagens.

Outra obra marcante é a foto da carcaça do Titanic, tirada por Emory Kristof em 1991. Para conseguir fotografar no fundo do Oceano Atlântico, ele usou uma estrutura submersível e 10.000 watts de luz.

O Brasil também aparece na exposição, por meio de uma foto de Kevin Schafer, feita na Amazônia, a qual ele fotografou botos nas águas do rio Negro. Ao lado de todas as obras, há a explicação de como foi tirada, de onde foi tirada e em que época ocorreu o fato.

A exposição agrada ao público de todas as idades e ao final, os visitantes poderão registrar sua visita em um totem de fotografias que fará montagens, como capas de revistas e podem ser compartilhadas em redes sociais com a #natgeonomorumbishopping.

Segunda a sábado das 10h às 22h

Domingo das 14h às 20h

Gratuita

Roteiro MIS – Museu da imagem e do som

O Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo é sede de várias exposições importantes. Um exemplo disso foi a exposição do Castelo Rá-tim-bum que recebeu pessoas de diversos lugares do Brasil. Com prioridade em exposições de cinema e fotografia, o museu é referência em uso de tecnologia e possibilidades de experiências sensoriais. Se você ainda não conhece, destacamos três exposições que estão disponíveis atualmente no Museu:

Exposição Nova fotografia – Vivendo o mar

Na terceira edição da mostra do projeto Nova fotografia 2015, o fotógrafo Durvile Cavalcanti retrata a costa brasileira e os pequenos vilarejos de pescadores. O objetivo é mostrar a pesca artesanal, prática cada vez mais rara devido ao crescimento da pesca industrial e a degradação do meio ambiente.

As fotos passam a sensação de contraste, já que estamos tão habituados as tecnologias e ao consumismo exacerbado, enquanto os pescadores vivem em total simplicidade, utilizando de métodos que herdaram de seus pais e avós e que pretendem passar para as próximas gerações.

Até o dia 26 de julho

Espaço Nicho

Gratuito

Exposição Sombras secas

A exposição Sombras Secas do fotógrafo Marcelo Greco é composta por 35 fotos em preto e branco e é um recorte do livro homônimo, lançado no dia da abertura da exposição (2 de julho). As fotos retratam cenas escuras da cidade onde o fotógrafo vive, com o objetivo de despertar os sentidos sensoriais daqueles que as observam. As imagens provocam o inconsciente e estabelecem uma relação com os sonhos e com o imaginário social.

Até o dia 23 de agosto

Espaço expositivo térreo

Gratuito

Exposição Truffaut: Um cineasta apaixonado

Até o dia 18 de outubro, o MIS apresenta exposição sobre o trabalho do cineasta francês Truffaut, considerado uma das principais figuras do movimento Nouvelle Vague, um movimento de cineastas que realizaram produções autorais modestas.

A exposição, que pertence à cinemateca francesa e que pela primeira vez está sendo exibida fora de seu local de origem, apresenta mais de 600 itens, como fotos, desenhos, livros e roteiros que refletem a vida do cineasta, possibilitando ao visitante experiências sensoriais.

Nesta exposição, alguns documentos descobertos pela família de Truffaut e que nunca foram vistos, são apresentados pela primeira vez.

Até o dia 18 de outubro

Espaços variados

R$ 10,00 (inteira) R$ 5,00 (meia)

Terça-feira gratuito

O Museu da Imagem e do Som de São Paulo se localiza na avenida Europa, 158 – Jardim Europa.