Minha Vida (não tão) Perfeita

A autora de “Os Delírios de Consumo de Becky Bloomwood” Sophia Kinsella retorna com mais um sucesso, o livro “Minha Vida (não tão) Perfeita”, lançado em 2017. Por meio de uma linguagem leve e divertida, a autora traz uma crítica social a um problema muito recorrente na modernidade: a fixação por aparentar uma vida que não condiz com a realidade nas redes sociais.

Na história, Kattie Brenner, ou Cat como prefere ser chamada, é uma mulher de 26 anos que vive em seu glamuroso flat em Londres e tem um emprego em uma glamurosa agência de publicidade. Isso segundo o seu Instagram. Mas na realidade, mora em um pequeno cubículo extremamente apertado e seu orçamento mal dá para pagar as contas. Porém Cat é demitida de seu emprego e precisa retornar às suas origens, a fazenda onde seu pai mora.

Diferente do que possa ser imagina, em nenhum momento a autora julga as pessoas que gostam de praticar extravagâncias em suas páginas. Mas ela trabalha a aceitação e a ajudar o leitor a acreditar que pode muito além daquilo que imagina.

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Filosofia para Corajosos

A Dica de Literatura de hoje é o livro Filosofia para Corajosos, do filósofo e autor brasileiro Luiz Felipe Pondé. Nesta obra, ele instiga o leitor a entender melhor sobre um tema que, muitas vezes, é visto como chato por muitas pessoas: a filosofia.

O livro traz, por meio de uma linguagem clara e acessível, um repertório que estimula os leitores a desenvolverem seus poderes argumentativos, a questionarem muitas coisas que são impostas e a analisarem conceitos como a moralidade, o materialismo e o narcisismo. Além disso, exibe de forma simples, as ideias de grandes pensadores e filósofos da história.

Além de Filosofia para Corajosos, Luiz Felipe Pondé escreveu muitos outros livros, dentre eles estão Guia Politicamente Incorreto da Filosofia, Contra um Mundo Melhor e a Era do Ressentimento.

O Conto da Aia

A Dica Literária de hoje é o livro O Conto da Aia, da escritora canadense Margaret Atwood, escrito em 1985 e que serviu de inspiração para a criação da série de grande sucesso The Handmaid´s Tale, produzida pelo canal de streaming Hulu.

A história se passa em um Estado totalitário, de caráter teocrático, que tem como principais vítimas da opressão as mulheres. Este também é um ambiente pós guerra e pós explosões radioativas, o que favorece a queda da taxa de natalidade, pois muitas pessoas se tornaram inférteis como consequência dos acontecimentos. Este fator foi resolvido de diversas maneiras por diferentes países. Os Estados Unidos optaram por seguir o Antigo Testamento, com exércitos como os Guardiões e os Olhos, mães de aluguel contratadas para engravidarem de comandantes e assim não serem enviadas para colônias e nenhum direito concedido as mulheres.

A leitura deste livro é extremamente envolvente e impactante. Muitos leitores conseguiram sentir os sentimentos descritos na obra. É um verdadeiro fenônomeno que fez jus a posição ocupada no topo das listas dos livros mais vendidos em diversos países.

1984

O romance 1984 é uma obra clássica do autor George Orwell, que foi terminado de ser escrito no ano de 1948 e publicado em 1949. Esta é considerada a principal obra do autor por trazer a visão de um regime que controla todas as ações e direitos dos indivíduos. Muitos termos utilizados, como “Big Brother”, “duplipensar” e “Novilíngua” foram inseridos no linguajar popular.

No livro, Winston é um homem que vive sob o domínio de um regime totalitário em uma sociedade controlada pelo Estado, em um lugar chamado Oceânia. Ninguém escapa da vigilância do “Grande Irmão”, que representa todo o poder centralizado. O´Brien é o hierarca do Partido, o partido dominante do local, e ele explica a Winston que o interesse é somente o poder, não o luxo, não a riqueza, mas o poder puro. Dessa forma, Winston passa a não se contentar mais com aquilo que é imposto e a se questionar. Mas em um ambiente totalmente controlado, os questionamentos podem gerar consequências graves.

Para muitas pessoas, 1984 é uma clara crítica ao governo Stanilista da União Soviética, já para outras pessoas, não é uma crítica direcionada a apenas um governo, mas sim à cobiça pelo poder, que muitas vezes está enraizada nos seres humanos.

Outros Jeitos de Usar a Boca

Muito tem se falado sobre o livro “Outros Jeitos de Usar a Boca”, da poetisa Rupi Kaur, que também assina as ilustrações. Primeiro lugar na lista dos livros mais vendidos do The New York Times, a obra tem se consolidado como um grande sucesso entre pessoas de diversas idade.

O livro traz diversas poesias divididas em quatro partes: a dor, o amor, a ruptura e a cura, utilizando de linguagem simples, leve e delicada, voltada para o público feminino. É intenso e com certeza marcante, que com poucas palavras, aquece o coração e faz refletir.

Inicialmente, a obra foi publicada de forma independente pela autora, que também é artista plástica performancer com apenas 25 anos. Rupi nasceu na índia, mas atualmente vive no Canadá.

A Mulher na Janela

Primeiro lugar na lista do The New York Times, o livro A Mulher na Janela, do autor A.J. Finn, veio para marcar presença. Este suspense psicológico foi lançado neste mês de março e já é um grande sucesso entre os leitores, que ficaram encantados pela forma como o autor consegue manter a atenção durante o livro inteiro.

No livro, Anna Fox é uma psicóloga que mora sozinha. Ela é separada do marido e da filha, sofre de agorafobia, que é o medo de estar em locais abertos e por isso passa todos os seus dias reclusa, bebendo muito vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com pessoas pela internet que sofrem do mesmo mal e espiando seus vizinhos. Assim, os Russels se mudam para a casa ao lado do parque e Anna fica obcecada, tentando descobrir tudo o que a família esconde. Até que em uma noite, a mulher vê um acontecimento estranho na casa dos vizinhos e ninguém parece acreditar nela. Mas será que tudo o que ela viu, aconteceu realmente?

“A mulher na janela é um daqueles raros livros realmente impossíveis de largar.” – Stephen King
“Surpreendente. Arrebatador. Sensacional. Um suspense noirpara o novo milênio, com personagens fascinantes, reviravoltas formidáveis, uma escrita primorosa e uma narradora com quem eu adoraria tomar uma garrafa de vinho. Talvez duas garrafas.” – Gillian Flynn, autora de Garota exemplar

Carrie, a Estranha

Que Stephen King é o rei do terror e do suspense, não é segredo para ninguém. Mas a origem de todo esse talento, é a obra “Carrie, a Estranha”, primeiro livro do autor, lançado em 1974. Aqui, ele já demonstrava que veio para ficar e se consolidar.

Na história, Carrie é uma garota de 16 anos, infeliz, que mora com a sua mãe abusiva e fanática religiosa que a priva de fazer as coisas que jovens de sua idade gostam. Na escola, a garota é sempre alvo de outros alunos e motivo de risos. Diariamente, ela alimenta ódio dentro de si. Só que existe algo sobre ela que ninguém sabe: ela possui poderes sobrenaturais e ela irá utilizá-los para se vingar.

A obra ganhou uma adaptação para o cinema no ano de 2013, que teve como protagonista a atriz Chloe Grace Moretz. Anteriormente, outras duas adaptações também tinham sido gravadas, uma para os cinemas em 1976 e outra para a TV americana em 2002.