O Jogo do Anjo

Após o sucesso do livro “A Sombra do Vento”, que vendeu mais de 10 milhões de exemplares, o autor espanhol Carlos Ruiz Zafón lançou mais um livro que traz o Cemitério dos Livros Esquecidos como cenário, a obra O Jogo do Anjo. E aqueles que gostaram do primeiro, certamente irão se encantar com o segundo, que traz ainda mais mistério.

Na história, o escritor David, aos 28 anos, está desiludido no amor e na vida profissional e com uma grave doença. É nesse momento que surge em sua vida Andreas Corelli, um estrangeiro que se diz editor de livros. Ele promete muito dinheiro ao escritor, o qual começa a ter sua saúde restaurada somente com a aparição de Andreas. Qual será o mistério que ele esconde?

Mais uma vez, Zafón traz a Barcelona do início do século XX. Dessa maneira, o livro traz uma linguagem poética, leve, que prende o leitor e o faz devorar o livro.

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A sombra do vento

Bea diz que a arte de ler está morrendo muito aos poucos, que é um ritual íntimo, que um livro é um espelho e só podemos encontrar nele o que carregamos dentro de nós, que colocamos nossa mente e alma na leitura, e que esses bens estão cada dia mais escassos”.

Cativante. Essa é a palavra que define o livro A sombra do vento, de Carlos Ruiz Zafón. Traduzido para mais de 30 idiomas e distribuído em cerca de 45 países, o livro já passou a marca dos 15 milhões de exemplares vendidos no mundo desde seu lançamento, em 2001.

A história se passa em Barcelona, em 1945. O personagem principal é Daniel Sempere, um menino de 11 anos que vive com seu pai. Daniel perdeu a mãe há alguns anos e certa noite está triste por não lembrar do rosto dela. Então seu pai resolve levá-lo até um lugar chamado Cemitério dos Livros Esquecidos, localizado no centro histórico da cidade e que funciona como abrigo para livros abandonados. Lá, Daniel se apaixona por um livro chamado “A sombra do vento” e parte em busca de mais livros do autor Julián Carax. Então, ele descobre que alguém está queimando todas as obras do autor. O garoto procura saber quem é e os motivos que o levam a fazer isso e acaba descobrindo histórias surpreendentes, cheias de mistérios que prendem o leitor e ensinam o poder que um livro tem.

A narrativa de Zafón é mágica e misteriosa. Desperta vários sentidos e sensações do leitor e é o tipo de livro que você não quer que acabe nunca. O livro foi escrito para ser sentido, para se apaixonar pelos personagens e a forma como os detalhes são descritos, faz o leitor se sentir parte da história.

Além de A sombra do vento, o autor lançou a continuação que leva o nome de “O prisioneiro do céu”. O enredo traz os mesmos personagens protagonistas, mas uma história diferente e se passa no ano de 1957.

A sombra do vento foi finalista de importantes prêmios literários espanhóis como Fernando Lara 2001 e Libreter 2002. Em 2006 ganhou o prêmio Correntes d´Escritas, em Portugal e foi a obra que impulsionou a literatura de Carlos Ruiz Zafón.