Mãe

O que é ser mãe? Para nós do No olhar do Satélite, mãe é aquela que cria, que educa, que cuida. Mãe é aquela que se preocupa, que se sacrifica, que ama incondicionalmente. Mãe é aquele ser companheiro, com quem se pode contar nos momentos difíceis.

A figura materna surge em suas mais diferentes formas e, nem por isso, deixa de ser um ato lindo e altruísta. Parabéns a todas as mães de criação!

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Os Vingadores

O blockbuster mais aguardado de 2012 chegou aos cinemas com tudo. Com uma arrecadação de mais de US$1,348 bilhões, Os Vingadores (“The Avengers”) é o filme com a terceira maior bilheteria de todos os tempos, perdendo somente para Avatar e Titanic. A sequência da franquia, Os Vingadores: Era de Ultron estreou nas telonas brasileiras na quinta passada e, em quatro dias, já atraiu mais de 2,5 milhões de pessoas aos cinemas.

Os Vingadores conta a história de seis super-heróis de personalidades fortes e distintas que são chamados pela S.H.I.E.L.D., uma organização secreta, para salvar a Terra de uma guerra comandada por Loki. São eles: Thor, Capitão América, Homem de Ferro, Hulk, Gavião Arqueiro e a Viúva Negra.

O filme investe em muitas cenas de ação e diálogos divertidos, o que agradou grande parte do público. Recomenda-se assistir aos filmes sobre os heróis, as animações já feitas ou até ler os quadrinhos antes checar Os Vingadores para entender melhor as piadas e ironias.

Crônica: Gol Infiel

de José Antônio Diniz de Oliveira

O dia, a princípio, era dela. Do aniversário. Tinha que ser o dele também. Domingo de muito sol. De futebol, sorveteiro e torcida. A bola era branca, o time era azul (a tarde era azul!), o campo era o da Santa Lídia.

A bola veio alta dos pés do Paulinho, parabólico passe. Caiu na direita (que não era a principal), triscou na trave e saiu.

Começo de jogo, primeiro lance bonito. Fez força para não olhar a arquibancada e arrancar-lhe alguma reação. Guardou o gesto para o instante maior.

Humberto rouba a bola no meio de campo e tabela. Quatro trocas de passes e a meia lua já ficava para trás. Na saída do goleiro, a ginga e o toque, sutil, em direção ao canto esquerdo do gol. Gol que o beque salvou em cima da linha. Escanteio.

Tadeu ajeita a bola e nem toma distância. Ele se coloca entre as áreas pequena e grande, no lado oposto, mão na cintura, olhar no chão, dissimulando o beque. É no segundo pau que ela vai cair. Mas não cai, porque se encontra com ele no alto. Corpo ereto, olhos abertos, testada certeira. Lance perfeito, mas inconcluso, porque momento de brilho do goleiro, abraçador de bola e de outros sonhos.

O sol enchia o campo da sombra dos eucaliptos. Não era tanto dele assim o dia. Seria. O artilheiro ajeita a língua da chuteira e ergue o meião molhado que o elástico já não segura. E se lembra dos cinco gols do último domingo, contra o Martinica, e aquele criouléu da defesa que ralava até a mãe. Mas se lembra muito mais da promessa. Um beijo por gol ela daria. (A aposta tinha sido a única forma encontrada para vencer o mais terrível dos beques: a timidez.)

A bola rolava ainda e se encontrava várias vezes com ele. E se transformava em perigo nos seus pés, a cada vez. Mas teimava naquela tarde em lhe determinar precoce a felicidade aos dezesseis anos.

Enxugou o suor na manga da camisa e partiu em contra-ataque atrás do lançamento, vencendo os beques. Na corrida alguns, no drible os outros. Avançou, foi derrubado, levantou e seguiu obstinado para a hora do disparo: nem muito cedo e muito menos tarde. No ponto certo: um chute seco e rasteiro, indefensável, que passando o goleiro partiu para encontrar a rede pelo lado de fora.

Não era falta de fôlego a garganta seca. Esperava pelo menos que ela compreendesse o esforço e a fatalidade da tarde. Nem o destino explicaria. Nada explicaria. Ninguém explica o gosto de um gol perdido, como de um beijo ninguém compreende a perdição.

O sol pintou de sombra o campo todo. A tarde ia embora mais veloz que normalmente. A bola subiu pela última vez para cair no apito final.

Enquanto isso, no outro lado do mundo – o feminino -, Catarina se distraía com o papel do último sorvete, interessada que estava, mas no discreto lateral direito, camisa dois, que quase não pegou a bola.


José Antônio Diniz de Oliveira ficou em 2º lugar no Concurso Clarice Lispector de Crônica de 1996 com o texto Gol Infiel. José Antônio nasceu em dia 21 de março de 1956 em Piracicaba, interior de São Paulo, e é bancário. Viveu em São Paulo e atualmente reside no Rio de Janeiro.

Sem Título-1

Festa Portuguesa

A primeira Festa Portuguesa do Satélite aconteceu em 1992, na unidade de Itanhaém. A festa lusitana fazia parte da programação “Noites Típicas”, projeto que organizou diferentes festas temáticas para que o associado experienciasse a culinária e a música tradicional de diversos países.

A apresentação ilustre da noite foi da cantora Adélia Pedrosa, uma das melhores intérpretes da música portuguesa no Brasil. Além do famoso fado de Adélia, comidinhas típicas de Portugal como o caldo verde, o bolinho de bacalhau e o vinho português contribuíram para trazer mais da cultura lusitana para dentro do Clube.

Museu Dançante

A exposição Museu Dançante foi prorrogada! Os visitantes terão até dia 21 de junho para conferir, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, as 38 obras do acervo em conjunto com a interação performática feita pelos bailarinos da São Paulo Companhia de Dança.

As obras expostas pela Grande Sala foram selecionadas de acordo com seu potencial de interação. A gravidade, o desequilíbrio e a flutuação são aspectos trabalhados pelos dançarinos em sua coreografia contagiante. O público é convidado a se juntar à dança e compor movimentos que exploram o corpo humano.

Nos dias em que a SPCD não se apresenta, o MAM exibe vídeos da performance e documentários sobre a produção artística da dança no Brasil.

    • Exposição: Museu Dançante
    • Datas: 27/01 a 21/06
    • Horários: terça a domingo, das 10h às 18h
    • Endereço: Parque Ibirapuera, Portão 3 – São Paulo-SP
  • Apresentação: São Paulo Companhia de Dança no Museu Dançante
  • Datas e horários
  • 25/04, 29/04, 05/05, 13/05, 30/05 e 06/06: 12h30 às 13h00 e 14h30 às 15h00
  • 01/05 e 13/06: 12h30 às 13h00

[•REC]

O filme de terror/suspense espanhol, lançado em 2007, causou medo e espanto na plateia de cinemas de todo o mundo com muitos sustos e momentos de ansiedade extrema. Anos depois, a Fox Searchlight comprou todos os direitos internacionais da franquia e lançou mais três continuações: REC 2: Possuídos, REC 3: Gênesis e REC 4: Apocalipse. O longa também originou remakes norte-americanos com o nome de Quarentena.

A história começa com a repórter Ángela Vidal e seu cinegrafista Paolo filmando a rotina noturna dos bombeiros de Barcelona pro programa de TV Enquanto você dorme. Ao receber um chamado, a equipe se dirige a um condomínio cujos gritos de uma senhora presa em seu apartamento estão causando estresse e medo entre os condôminos. Quando arrombam a porta, percebem que o caso é mais grave do que esperavam.

Assim como o Bruxa de Blair, o shaky camera pode causar enjoo no começo, mas a partir de que os acontecimentos vão se desenrolando, o efeito é outro: você não consegue parar de olhar e fica intrigado/aterrorizado com o que a câmera não mostra. Para quem adora filmes de terror, esse é imperdível!

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Agnaldo Rayol

A imagem escolhida para esta semana foi uma foto tirada em 1983 no Baile de Aniversário do Satélite.

Na comemoração do 48º ano do Clube, o cantor romântico Agnaldo Rayol, uma das vozes mais consagradas do Brasil, encantou os associados com sua voz afinada e palavras de amor.