Festa do Queijo e Vinho

Antigamente, a tradicional Festa do Queijo e Vinho era comemorada com danças e cantigas típicas italianas. O Salão Social de Itanhaém era decorado de verde, branco e vermelho e a tarantella soava animada.

O auge da noite era a apresentação de Fred Rovella, um dos maiores intérpretes de canções italianas do país. A canção Volare em sua voz fez sucesso pelo mundo todo na década de 1980 e lhe rendeu prêmios e troféus de reconhecimento em diversos programas de TV.


Foto tirada na Festa do Queijo e Vinho no dia 19 de agosto de 1995

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Dia dos Namorados

O Dia dos Namorados chegou e nós do No olhar do Satélite separamos duas dicas pra você que vai comemorar essa data com a pessoa amada.

  1. Se pretende investir em um jantar romântico em um restaurante, ligue para o estabelecimento e certifique-se de que o serviço suprirá suas expectativas. Muitos espaços gastronômicos oferecem menus especiais para esta data e cobram preços também especiais; portanto, pesquise antes para não ter surpresas desagradáveis e gastar mais do que planejou.
  2. Aproveite o dia para namorar, afinal, este é o propósito da data. Flores, pelúcias, chocolates e presentes em geral perdem o significado se o casal não está em sintonia. O importante é curtir o momento e a companhia do próximo.

Caso esteja solteiro, não se deixe levar pela onda emotiva. Lembre-se que estar solteiro não é estar sozinho. Você pode passar momentos fantásticos e valiosos com seus amigos e familiares; ou usar o tempo para ler um livro ou um bom filme. Basta querer.

Crônica: Globalização

Djandira A. Bazim

Globalização, internet cartão de crédito, países emergentes, isso tudo são termos que certamente não constavam de nosso vocabulário poucos anos atrás. Fico espantada como a tecnologia, a ciência e principalmente a comunicação avançaram nas últimas décadas. Hoje, já não existe mais distância. Será que a terra se tornou uma aldeia?

Outro dia, estando eu no Banco, atendi um telefonema pedindo um saldo. Querendo ser mais atenciosa, puxei um extrato e disse ao cliente que, se por acaso passasse pelo banco no dia seguinte, pegasse comigo o referido papel. Qual não foi a minha surpresa quando ele me disse:

– Não posso! é que estou falando do Japão.

Mais facilidade têm, para entender essas coisas, as cabeças das crianças. Talvez os muitos filmes, a internet façam com que elas assimilem melhor que nós tudo isso.

Outro dia, durante a noite, levantei-me e fui ao quarto de minha filhinha pequena para cobri-la. Sonolenta, ela levantou seu rostinho e me perguntou:

-Mãe, na China já está amanhecendo?
-Não sei, respondi. Mais porque você pergunta?
-É porque eu estou ouvindo um galo cantar bem longe…

Enquanto para as crianças é mais fácil, para outros não. Veja, por exemplo, o caso dos velhinhos aposentados. Agora, só recebem com cartão. Muitos não entendem e sofrem com isso. Alias, hoje em dia é cartão para tudo , não é mesmo? Fiz uma recente viagem e pude perceber como o mundo está dependendo do tal cartão. é cartão´pra pagar e pra receber. O dinheiro virou cartão. É cartão pra abrir portas, pra acender a luz, e até para ligar a eletricidade que vai esquentar o meu chuveiro. E fico a pensar como será o nosso futuro, se tudo continuar assim. Provavelmente o cartão dominará tudo.

Já imagino as pessoas usando cartão para comprar um carro, depois usando um cartão para das partidas. Para abastecer as mesmas coisas. E em casa como será?
Provavelmente será assim:

-Meu bem, vamos dormir?
-Vamos, mas não se esqueça de pegar a carteira
-Porque?
– Porque se não funcionar, você passa o cartão.


Djandira A. Biazim é bancária, nasceu em 27 de abril de 1950 em Itápolis (SP), cidade onde vive.

Ensaio sobre a Cegueira (1995)

Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.

E assim começa o romance de José Saramago, consagrado escritor português que conquistou os maiores prêmios literários durante sua carreira, inclusive o Prêmio Nobel, em 1998. Ensaio sobre a Cegueira foi adaptado para o cinema sob a direção de Fernando Meirelles e teve sua grande estreia no Festival de Cannes, em 2008.

Em um cruzamento, um motorista parado no farol subitamente fica cego. Esse foi o primeiro caso da epidemia de cegueira desencadeada na grande cidade. Após o incidente, todos que tiveram contato direto com o motorista, descobrem-se cegos (o ladrão que o rouba o carro ao “ajudá-lo” a chegar em casa, sua esposa, o médico e seus pacientes, entre outros personagens) e são isolados em quarentena.

O livro é angustiante. A maneira que Saramago escreve lhe coloca facilmente no lugar do cego. Sentir sua insegurança e sofrimento é algo tão “tangível” que nos deixa desamparados. Ao mesmo tempo que mostra as diferentes formas de lidar com a inesperada deficiência, Saramago também desenvolve a grande responsabilidade daqueles que conseguem ver quando outros não enxergam.

Poesia: Impressões do Tempo


Sérgio Gonçalves Freire

Cada Momento uma singular magia
Um blues vivido uma só vez
Perdido na areia do deserto
Ao invés de ser sugado intensamente
Molhado naquela chuva de som arrastado
Aquela filosofia só ali reinante
A dança da Via Láctea, do Sistema Solar, das marés
Todo o cosmo integrado
Forma única envolvendo almas e lugares
Todo o acontecimento perdido
Jamais reposto
Dedilhar um violão novamente
Com outro ritmo
Outro cantar.


Sérgio Gonçalves Freire nasceu em 25 de setembro de 1971 em São Paulo (SP), cidade onde vive. é bancário e tem função em Jornalismo.

Festa Junina

1979 - 014Em junho de 1979, o Satélite Esporte Clube fazia sua primeira Festa Junina. A colônia de Itanhaém ficou toda decorada de bandeirinhas coloridas e teve até um show ao vivo.

As crianças vieram a caráter para dançar a quadrilha: as meninas com vestidos coloridos de chita e cabelos divididos em duas trancinhas (ou maria-chiquinha), e os meninos de calça jeans e camisa xadrez.

1979 - 012

Joan Miró – a força da matéria

A maior exposição dedicada ao surrealista Joan Miró (1893-1983) chega ao Instituto Tomie Ohtake com 112 obras divididas entre pinturas, esculturas, desenhos, gravuras e objetos. A força da matéria (“La fuerza de la materia”) evidencia a busca do artista em resgatar a magia e espiritualidade das obras artísticas da antiguidade.

A mostra é composta por três grandes blocos que obedecem uma ordem cronológica da trajetória artística de Miró, desde o começo de sua fase experimental com a matéria, até suas famosas colagens com técnicas diversas.

As obras pertencem à Fundação Joan Miró, de Barcelona, e de coleções particulares. Elas ficarão expostas até dia 16 de agosto e seguem para Florianópolis, no Museu de Arte de Santa Catarina (MASC).