Pantanal

A unidade pantaneira do Satélite Esporte Clube, inaugurada dia 25 de março de 2006, foi construída em território privilegiado. Localizada à 70 km de Corumbá, a pousada em Albuquerque conta com uma área de mais de 20 mil metros quadrados em meio a um dos ecossistemas mais biodiversos e belos do país.

Todos os anos, viagens aéreas são promovidas pelo Clube, a fim de levar tranquilidade e contato com a fauna e flora para nossos associados.

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Virada Cultural

A Virada Cultural, evento anual promovido pela Prefeitura de São Paulo, começa este sábado a partir das 18 horas. Serão 24 horas ininterruptas de atrações distribuídas pelos palcos e principais centros culturais da cidade.

Além dos palcos temáticos localizados no centro da cidade, o evento conta com peças de teatro, shows musicais, feira gastronômica, apresentações de coral, concursos, espetáculos de dança, entre outros.

A programação completa está disponível no site oficial da Virada. Ao escolher o evento, verifique se existe a necessidade de retirada antecipada do convite; por conta da grande procura, algumas atrações exigem um ingresso distribuído horas antes para evitar a superlotação.

É um evento aberto ao público e 100% gratuito, portanto, todo cuidado é pouco. Procure não levar objetos de valor, nem grande quantidade de dinheiro. Se possível, ande sempre em grupos e evite ruas mal iluminadas.

Boa Virada!

Desnatural

Lauro Valdir Muller

Não, por favor!
Não me peça escrever
poemas em seu lugar.
Sempre seriam órfãos
com sonhos de aluguel;
perfumes suavizados
de flores artificiais;
sabores adocicados
sumo de falso mel;
pedras falsas lapidadas
em forma de coração;
seriam toques de Midas
sem impressão digital.


Lauro Valdir Muller nasceu em 12 de fevereiro de 1952 na cidade de 15 novembro (SR). Bancário e agropecuarista, vive em Ibirubá.

Festa do Queijo e Vinho

Antigamente, a tradicional Festa do Queijo e Vinho era comemorada com danças e cantigas típicas italianas. O Salão Social de Itanhaém era decorado de verde, branco e vermelho e a tarantella soava animada.

O auge da noite era a apresentação de Fred Rovella, um dos maiores intérpretes de canções italianas do país. A canção Volare em sua voz fez sucesso pelo mundo todo na década de 1980 e lhe rendeu prêmios e troféus de reconhecimento em diversos programas de TV.


Foto tirada na Festa do Queijo e Vinho no dia 19 de agosto de 1995

Dia dos Namorados

O Dia dos Namorados chegou e nós do No olhar do Satélite separamos duas dicas pra você que vai comemorar essa data com a pessoa amada.

  1. Se pretende investir em um jantar romântico em um restaurante, ligue para o estabelecimento e certifique-se de que o serviço suprirá suas expectativas. Muitos espaços gastronômicos oferecem menus especiais para esta data e cobram preços também especiais; portanto, pesquise antes para não ter surpresas desagradáveis e gastar mais do que planejou.
  2. Aproveite o dia para namorar, afinal, este é o propósito da data. Flores, pelúcias, chocolates e presentes em geral perdem o significado se o casal não está em sintonia. O importante é curtir o momento e a companhia do próximo.

Caso esteja solteiro, não se deixe levar pela onda emotiva. Lembre-se que estar solteiro não é estar sozinho. Você pode passar momentos fantásticos e valiosos com seus amigos e familiares; ou usar o tempo para ler um livro ou um bom filme. Basta querer.

Crônica: Globalização

Djandira A. Bazim

Globalização, internet cartão de crédito, países emergentes, isso tudo são termos que certamente não constavam de nosso vocabulário poucos anos atrás. Fico espantada como a tecnologia, a ciência e principalmente a comunicação avançaram nas últimas décadas. Hoje, já não existe mais distância. Será que a terra se tornou uma aldeia?

Outro dia, estando eu no Banco, atendi um telefonema pedindo um saldo. Querendo ser mais atenciosa, puxei um extrato e disse ao cliente que, se por acaso passasse pelo banco no dia seguinte, pegasse comigo o referido papel. Qual não foi a minha surpresa quando ele me disse:

– Não posso! é que estou falando do Japão.

Mais facilidade têm, para entender essas coisas, as cabeças das crianças. Talvez os muitos filmes, a internet façam com que elas assimilem melhor que nós tudo isso.

Outro dia, durante a noite, levantei-me e fui ao quarto de minha filhinha pequena para cobri-la. Sonolenta, ela levantou seu rostinho e me perguntou:

-Mãe, na China já está amanhecendo?
-Não sei, respondi. Mais porque você pergunta?
-É porque eu estou ouvindo um galo cantar bem longe…

Enquanto para as crianças é mais fácil, para outros não. Veja, por exemplo, o caso dos velhinhos aposentados. Agora, só recebem com cartão. Muitos não entendem e sofrem com isso. Alias, hoje em dia é cartão para tudo , não é mesmo? Fiz uma recente viagem e pude perceber como o mundo está dependendo do tal cartão. é cartão´pra pagar e pra receber. O dinheiro virou cartão. É cartão pra abrir portas, pra acender a luz, e até para ligar a eletricidade que vai esquentar o meu chuveiro. E fico a pensar como será o nosso futuro, se tudo continuar assim. Provavelmente o cartão dominará tudo.

Já imagino as pessoas usando cartão para comprar um carro, depois usando um cartão para das partidas. Para abastecer as mesmas coisas. E em casa como será?
Provavelmente será assim:

-Meu bem, vamos dormir?
-Vamos, mas não se esqueça de pegar a carteira
-Porque?
– Porque se não funcionar, você passa o cartão.


Djandira A. Biazim é bancária, nasceu em 27 de abril de 1950 em Itápolis (SP), cidade onde vive.

Ensaio sobre a Cegueira (1995)

Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.

E assim começa o romance de José Saramago, consagrado escritor português que conquistou os maiores prêmios literários durante sua carreira, inclusive o Prêmio Nobel, em 1998. Ensaio sobre a Cegueira foi adaptado para o cinema sob a direção de Fernando Meirelles e teve sua grande estreia no Festival de Cannes, em 2008.

Em um cruzamento, um motorista parado no farol subitamente fica cego. Esse foi o primeiro caso da epidemia de cegueira desencadeada na grande cidade. Após o incidente, todos que tiveram contato direto com o motorista, descobrem-se cegos (o ladrão que o rouba o carro ao “ajudá-lo” a chegar em casa, sua esposa, o médico e seus pacientes, entre outros personagens) e são isolados em quarentena.

O livro é angustiante. A maneira que Saramago escreve lhe coloca facilmente no lugar do cego. Sentir sua insegurança e sofrimento é algo tão “tangível” que nos deixa desamparados. Ao mesmo tempo que mostra as diferentes formas de lidar com a inesperada deficiência, Saramago também desenvolve a grande responsabilidade daqueles que conseguem ver quando outros não enxergam.