A Ampulheta

Denise dos Santos

Parece que o tempo aí não passa.

É uma cena de paz.

Como olhar a neve pela vidraça.

Sem tic-tac, sem ponteiros, só areia

caindo mansamente.

Lembra-me o homem que semeia.

O tempo não tem volta.

Revolta tê-lo perdido.

Pior ainda: não o ter percebido.

Na ampulheta, eis o sonho realizado

da volta ao tempo, retrocesso,

ao virá-la do outro lado

dando à mesma areia acesso.

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